ei, povo..eu tava olhando as fotos maquina do Joaca e quando eu estava na foto de número 9 de cima pra baixo neste blog, minha mãe solta a seguinte frase: "Eita, só foi casal!"...Agora quem era a mulher do casal no. 4 eu ainda não sei...
Carnaval da Serra
Fatos e fotos do carnaval na serra, 2003
19.3.03
18.3.03
adorei as fotos que vc tirou joaquim especialmente a da "moto"
galera vamos combinar para ano que vem irmos pra la de novo!
bjinhos!
16.3.03
14.3.03
eita que é foto!!! Bem, eu não saí em nenhuma foto, mas estava presente e sou testemunha de que o Carnaval foi mó legal...
13.3.03
Guaramilombra Guaramiranga
(minha visão dos fatos)
(tal qual me lembro...)
DAY 1.
O sábado de carnaval começou corrido. Tinha que pegar o ônibus às 8 da manhã e tinha ido dormir às 5:30, ainda sem terminar de arrumar minha mala. Acordei num salto e terminei de jogar as coisas de extrema importância dentro. Já no elevador, cabelos desgrenhados, lembro-me: acho que devo levar cuecas. Pausa para conferir o conteúdo da mochila novamente e verificar que até escova de dentes, pasta e - o mais importante - roupas de frio tinham ficado de fora. Joguei tudo dentro novamente e saí.
Ao chegar a Via de Comunicação (organizadora do Festival), a primeira boa surpresa: o ônibus fretado tinha uma plaquinha na frente, escrito: "TRANSPORTE OFICIAL". Chique é pouco. JB chegou logo depois e fomos o caminho todo contando casos de infância, daquele tempo quando ainda se brincava na rua e se conhecia o bairro todo. A viagem foi rápida.
Algumas horas depois, estaríamos chegando a entrada da cidade de Guaramilombra, ooops! Guaramiranga. Na entrada, um saxofone gigantesco servia de ornamento.
De lá, pequena parada no Recanto das Palmeiras para trocarmos de transporte e pegar a van que nos levaria a Pousada Lombradouro. Oops! LOGRADOURO. A viagem começava a ficar realmente interessante. No Recanto, alguns jornalistas-músicos, encabeçados pelo Danilo (da Realejo Jazz Quartet e ex-Cidadão Instigado), tiravam um som jazzístico interessante no corredor. Um ótimo aperitivo, já era quase hora do almoço. Saímos de lá e eu com vontade de ter ficado. Pelo menos até chegar ao
Ao chegarmos à Pousada a primeira surpresa. O local era fantástico. Um lago na frente, com barquinhos, patos, tudo. Logo na chegada, um som ótimo e acolhedor. Era o pessoal da Big Chico Blues Band (SP) tirando um som no corredor. Descarregamos os instrumentos e fomos conhecer as acomodações.
Ficamos bem hospedados em um quarto entre o quarto do Big Chico e o do Ricardo Black. O pessoal da Double Blues também ficou bem próximo - dois quartos de distância - e o pessoal da banda do Fernando Noronha (RS) também ficou na mesma pousada. O Logradouro ganhou o apelido carinhoso de Pousada dos Músicos. E a fama não foi em vão.
Assim que arrumamos as coisas e saímos na porta do quarto, o pessoal já organizava outra JAM Session. Ficamos todos tocando enquanto não dava o horário do almoço. O melhor da viagem com certeza foi o intercâmbio entre a galera.
Carlinhos, nosso saxofonista, ainda apareceu para o almoço e tocou algumas conosco.
Logo depois resolvi conhecer a recepção da Pousada. A sede era um casarão estilo antigo, com móveis de madeira bruta, um clima de começo de século naquela paisagem serrana e clima frio. Acolhedor demais.
Após o almoço, desci para a cidade para assistir ao Ensaio aberto do Hermeto Pascoal. O cara é bom mesmo.
Após o ensaio resolvi ir até o camarim para falar com o Bruxo, tirar uma foto, estas coisas. Mas ele estava dando uma entrevista na hora e eu não quis atrapalhar. Iria ter o show a noite. Voltaria mais tarde.
Na saída do teatro, encontro a Annya, Eugênia, Matheus e Jacymar, e paramos para tomar uma cervejinha. A cidade parecia um campo de obras.
Deixa eu explicar: Começaram a fazer umas reformas no entorno do teatro e não concluíram a tempo. O resultado é que a cidade das flores virou a cidade da poeira. Mal se podia andar sem pisar em lama (depois das chuvas) e ver subir areia nas passadas. Outro problema é a chegada da especulação imobiliária por lá, motivada pelo sucesso dos eventos na cidade (o Festival de Jazz & Blues e o Festival de Teatro). Uma construtora, MAGNO MUNIZ, está acabando com a Serra, cavando e desmatando onde não devia. Deve estar rolando muita grana por baixo pra SEMACE não dar um basta.
Fomos depois ver uma bandinha da cidade tocando frevo em frente ao mosteiro e depois fui me meter a fazer escalada em uma parede vertical que tinha por lá. Acho que perdi todas as pontas dos meus dedos nesta tarefa. No caminho, o resto da banda que foi em seus carros próprios se encontra casualmente. Pablo aparece com o Claudinho e o JB, a caminho da Pousada Paraíso, onde iam deixar as guitarras do Pablo. Ja haviam passado no Logradouro só pra deixar o Neto que estava morrendo de sono. Logo mais, o Bittencas surge com a família a tiracolo indo em direção a casa que alugaram.
Logo após, voltar pra pousada. Ao chegar, a surpresa: Um urso hibernava em nosso quarto. Era o Neto, nosso baterista, que não faz nada no carnaval além de comer e dormir até o último dia. O cara tinha um sono pesado. Tomei meu banho e fui jantar para voltar mais tarde para o show do Hermeto. Na mesa, fui apresentado ao pessoal da banda do Fernando Noronha. Todos muito gente-boa. Na mesa, Fernando olha pra mim e fala: "Bah, um negócio que eu achei estranho aqui é que esta é a primeira serra que eu vejo que tem coqueiros!". E eu: "Mas não são coqueiros, são palmeiras." "É tudo a mesma coisa, não? Qual a diferença?" "Será porque coqueiro tem coco?" A mesa toda riu. Fernando também. É um esportista!
Assistir a um show do Hermeto é uma experiência única. Quando você começava a pegar o tempo e o compasso da música, tudo mudava radicalmente. O bruxo tira som de tudo. Até de uma chaleira. O show começou com um cara vestido de padre entrando no palco e iniciando alguns mantras em latim. Logo após, a namorada de Hermeto entra em cena cantando Ave Maria POR CIMA dos mantras do "padre". Os músicos começam a tocar seus instrumentos desconcertadamente (mas surpreendentemente tudo no mesmo tom e harmoniosamente) e quando a confusão está instaurada eis que surge Hermeto, bonachão, braços abertos, a cara e o carisma do Papai Noel.
O ponto alto do show foi o momento em que Hermeto maestriza seus músicos que tiram sons de canos de ferro. Cada cano correspondia a uma nota na escala. Muita coordenação, senso musical e ouvido apurado, com certeza.
Fiquei até o final e depois resolvi aparecer no camarim. Imaginei encontrar o bruxo cercado de gente e inacessível. Que nada! Mal bati na porta aberta, o músico me viu, abriu os braços amplamente e falou, alto e solícito: "EEEEEENTRE!!!". Tiramos uma foto e ele ainda me desejou muito sucesso como músico. Uma pessoa ótima.
Tirei uma foto com Papai Noel sem precisar sentar no colo.
No lado de fora, encontrei toda a galera que estava por lá e fomos comer alguma coisa no restaurante que tinha na esquina. Conclusão: Consommé (é assim?) de batata é uma merda. Parece Cremogema.
Acabei perdendo o horário da van, mas ganhei uma carona do Rapha pra voltar pro hotel. Fui dormir com uma sensação boa. E era só o primeiro dia.
apesar de eu nao aparecer em nenhuma foto :\ ,
queria lembrar que eu tbm fui
e achei muito bom!
:)
ju.
11.3.03
CARNAVAL NA SERRA
As histórias são tantas que mereciam um blog exclusivo. Sem querer ser chato, mas o show da Bitten Blues foi fodíssimo.
E ainda teve a confusão da jam session. Tudo culpa daquele rídiculo que tava querendo dar uma de fodão. Um bosta chamado Alex Holanda, percussionista frustado, vulgarmente conhecido por aspirador de pó. Que não queria dar vez ao blues pq sabe que o nosso show em Aratuba foi lotado, uma verdadeira cacetada de som, enquanto que o dele foi um fracasso. Casa vazia. Sobrou até pro Bedê, que teve o show de terça cancelado. Pq o povo queria blues!!!
9.3.03
Joaquim, Márcio Holanda e Raniere
Esse carnaval mereceu, como mostraram o Joaquim, o Márcio Holanda e o Raniere. Foi um carnaval musical, como não poderia deixar de ser já que estávamos no Festival de Jazz & Blues de Guaramiranga, com várias sessões de violão e CDs variados. O Márcio é guitarrista da Bitten Blues, que tocou em Aratuba na segunda, e esses mesmos cartazes em um certo momento tiraram o fôlego do Gabriel durante o show, que foi perfeito. Bem, não sei se foi perfeito porque não decidi ainda se a versão Blues da Eguinha Pocotó caiu bem ou mal, mas que foi muito engraçada, foi! Legal eles terem descido do palco e tocado entre a platéia.
Cachoeira Talita
Poxa, essa foto ficou ótima, me garanti! É uma foto da cachoeira Talita tirada do mirante. Depois que sete pessoas caíram de lá resolveram colocar umas proteções de bambu, que foi onde eu me segurei para tirar as fotos. Essa foi a que ficou melhor. Foi a hora ideal para começar a chover e me dar uma paisagem ainda mais bonita.
AdrianA, eu e Sandra
Uma coisa que pagou o carnaval, ou duas coisas, foi ter conhecido a AdrianA e a Sophia. Eu já sabia que eram pessoas muito legais, mas sempre é bom ter certeza. Interessante foi como começou a conversa com a Sophia "Eu sempre leio o blog do Márcio... Você também tem blog? Qual é?... Ventonegro? Ah, eu leio também!.. Você também lê o meu? Legal!" Eu acho que a AdrianA quer pagar a parte dela no vinho até hoje.
Antes da jam session
Essa foto foi tirada antes da jam session da terça, que foi aberta pela Bitten Blues. A praça, que estava meio vazia por causa da chuva, encheu rapidamente. Fernando Noronha subiu no palco e pegou a guitarra do Pablo Ramírez, digo, González, digo, Gutérrez; ele se empolgou tanto que quebrou uma das cordas. Depois subiu o Big Chico com a sua gaita. Estava tudo ótimo, ótimo mesmo, mas parece que Murphy não estava gostando muito do carnaval e mandou um idiota chapado não sei de onde para tentar "organizar" a jam. Ele colocou o pessoal do Jazz no palco, e quando o Gabriel perguntou se a platéia queria mais Blues, um saxofonista bateu na mão dele derrubando uma dose de uísque. Não precisa nem dizer que depois dessa a gente foi embora. Foi a primeira vez que eu dirigi em uma névoa.












































